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Advogada após não ser medicada com “remédio do presidente” é processada por médico

A advogada Adelaide Rossini de Jesus no dia 26 de maio de 2020 no Pronto Socorro do

Hospital Ana Costa apresentava tosse e frio, e pediu ao médico que a receitasse o “remédio do presidente”, se negando a fazer o teste de Covid-19. depois de comunicar a paciente que esse não seria o tratamento adequado pois não tinha a eficácia comprovada, ainda solicitou que outros cinco colegas informassem a paciente que esse não seria a forma correta de trata-la e poderia ocasionar efeitos colaterais em decorrência de sua idade.

Inconformada a advogada em uma de suas redes sociais informou o nome do médico e seu CRM, e publicou um texto ofensivo remetendo que por conta de médicos como o autor do processo, os casos não paravam de aumentar.

O médico após se sentir ameaçado e coagido e com seu nome exposto em uma rede social requereu a exclusão da publicação e danos morais pois temeu por sua integridade física pois a requerida partiu a fala para o extremismo político.

“Além de se sentir ameaçado e coagido em seu ambiente de trabalho, viu seu nome

lançado de forma leviana em rede social. Atribui os fatos à politização extremada e dividida no

país, o que inclui a pandemia de Covid-19 e, consequentemente, a área da saúde. Neste sentido,

teme inclusive pela sua integridade física e moral em razão da exposição de seu nome, ressaltando

que a publicação está aberta a qualquer pessoa, e não apenas aos amigos da requerida. Tal

extremismo político tem levado seguidores de ambas as vertentes a agirem de forma agressiva e

ameaçadora.”

Na sentença, o Juiz condenou a advogada ao pagamento de 10 salários mínimos e a exclusão do post e aduziu que “A ré infelizmente não teve a sensibilidade de entender que o momento não se presta para

hostilizar os profissionais da saúde, muito pelo contrário, deveriam ser tratados como heróis, pois,

assim o são. Arriscam suas vidas e as vidas daquelas que eles mais amam para combater a doença

alheia. Estão na linha de frente, prontos para o ‘que der e vier’, e lamentavelmente ainda

precisam passar por situações como essa.

A sociedade precisaria se juntar e pedir desculpas em nome da ré, a começar por este

julgador: RECEBA MINHAS SINCERAS DESCULPAS!”

Fonte: Jornal LexPrime

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