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Brasil já contabiliza mais de 200 mil processos relacionados à pandemia

Auditora líder da Local Confiável indica ações para adaptar os estabelecimentos comerciais de acordo com as normas sanitárias e decretos regionais

A pandemia da COVID-19 trouxe uma nova realidade para empresas e estabelecimentos comerciais: os locais precisaram se adaptar para continuar a receber os clientes, colaboradores e parceiros com segurança. Só na Justiça do Trabalho, o Brasil já contabiliza 217 mil processos relacionados a pandemia. As causas têm valor total de mais de R$ 21 bilhões e valor médio de R$97 mil.

Em março, a Justiça do Trabalho de Ji-Paraná (RO) mandou a JBS pagar R$20 milhões em indenização por danos morais coletivos após um surto de Covid-19 em uma unidade de bovinos da empresa, de acordo com uma cópia da decisão vista pela Reuters, divulgada no UOL.

A Chief Scientific Officer (CSO) da Local Confiável, startup que faz o monitoramento local e em tempo real das normas sanitárias de estabelecimentos, Fernanda Borba Martins, alerta que a adaptação das empresas é essencial tanto para proteger as pessoas como para resguardar a empresa de possíveis passivos trabalhistas, danos de imagem ou da marca, ou ainda multas aplicadas por órgãos de saúde e fiscalização. “Hoje as empresas precisam seguir rigorosamente as normas sanitárias e de segurança regidas pela pandemia, as quais permeiam em todas as áreas dentro da organização. Colaboradores e clientes precisam se sentir seguros dentro desses ambientes, seja para manter a produtividade ou continuar frequentando a empresa”, afirma.

A especialista mostra como adaptar os negócios para a nova realidade:

– Mantenha uma sistemática de acompanhamento regulatório das normas e legislações para sua área de atuação, que atenda 100% as exigências dos órgãos competentes e decretos da sua região;

– Demonstre o comprometimento da empresa, para que o colaborador se sinta parte integrante dentro destes cuidados;

– Disponibilize álcool em gel 70% em locais de fácil acesso, mas assegure que ele seja de boa qualidade e esteja em locais que facilitem a memorização do uso pelo colaborador, como uma rotina;

– Forneça equipamentos de proteção individuais ou coletivos para seus colaboradores, como máscaras, face shield ou sistemas de barreira, onde haja muita proximidade entre as pessoas ou riscos de contaminação, e orientação quanto à forma correta e locais para higienização das mãos;

– Respeite o distanciamento entre colaboradores e controle o fluxo de clientes. Se preciso, sinalize no chão as posições que garantem a distância de 1,5 metros, considerada segura, a qual pode variar conforme os decretos de cada região;

– Intensifique a limpeza e desinfecção de toda a empresa, e assegure que o colaborador e cliente percebam a limpeza, disseminando essa cultura em sua organização;

– Abra um canal de comunicação com seus colaboradores e clientes: é preciso ouvir esse público para entender como se sentem na empresa e adaptar possíveis situações.

A especialista lembra que essas ações devem ser frequentes e fazer parte da rotina da empresa. “Precisamos estar atentos que lidar com protocolos sanitários é gerenciar riscos constantemente, para seus colaboradores, produtos e processos”, afirma.

A Local Confiável faz uma auditoria remota da empresa, verificando as normas sanitárias e levando em conta os decretos e protocolos de cada região. Após a empresa estar em conformidade com os requisitos necessários, recebe um selo que atesta o cumprimento de 100% dos requisitos obrigatórios, como a higienização e manutenção do ar condicionado em ambientes climatizados, descarte adequado de resíduos, rotinas de desinfecção em pontos de maior risco de contaminação cruzada, além das medidas mais consagradas como o uso de máscara entre os colaboradores, álcool em gel nas posições de trabalho e distanciamento, entre outros.

Após a certificação, o sistema passa a oferecer QR Codes que serão colocados em diferentes pontos da empresa, pelos quais qualquer pessoa, seja o cliente, colaborador ou fornecedor, pode reportar problemas ou situações que não estejam de acordo com os protocolos sanitários.  “O grande diferencial é o monitoramento descentralizado, feito em tempo real por qualquer pessoa que esteja no local”, explica. A implementação do sistema é rápida, dura em média 15 dias.

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